terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Masoquistas S. A.

Como que nas férias que eu mais queria descanso, quando eu realmente o consigo (mesmo que forçada), não consigo me sentir nem um pouco satisfeita?

Continuando a novela de ontem, quando eu contei pra minha mãe, ela só perguntou como eu estava. Eu falei que estava bem triste, mas mais preocupada por causar tal desgosto a eles. Ela falou para eu não me preocupar com os dois... Que a perda maior era minha.
Ai, que palavras duras de se ouvir! Talvez mais duras do que insultos e berros sem sentido... Ser vítima e culpada ao mesmo tempo é uma das piores sensações.

Quando falamos de masoquismo, muitos se retorcem e falam "até parece que eu gosto, isso é coisa pra gente doente!". Mas tenho percebido que ele é mais comum na vida das pessoas do que aparenta ser.

Eu por exemplo, odeio ser de alguma forma digna de pena... Não gosto de me sentir uma coitada, acho isso decadente e até fico muito irritada quando alguém começa com drama, esperando que passem a mão na cabeça.

Mas hoje, que é meu dia de tpm mor, eu cancelei os meus dois compromissos com amigos pra ficar aqui em casa em frente a um computador, comendo um doce atrás do outro só pelo desprazer de quebrar minha dieta, auto-estima baixa com rabo de cavalo lá em cima, pijama e cobertor, olhando pro céu nublado, lembrando que eu perdi o meu vestibular, blablablá!

ENFIM, eu tô me torturando. E eu fico indignada com o tanto que sou boa em auto-tortura. Talvez eu seja uma masoquista não assumida, e já que a partir do momento em que eu identifico um problema meu, é responsabilidade minha resolvê-lo...

Vou cuidar de mim! Beijos e logoff

P.S.: Tá tocando Everybody Loves a Loser, da Morcheeba aqui... Que inconveniente! hauhauaa

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Momento desespero

Daqui a alguns instantes, estarei ouvindo alguns muitos e enormes berros da minha mãe.
Isso porque acabei de abrir a página de acompanhamento do CESPE e percebi que eu esqueci de pagar a inscrição pro vestibular e agora o que está aparecendo lá é só "Inscrição Cancelada".
A minha vontade era gritar comigo mesma, mas vou me poupar pra só ouvir dos meus pais mesmo.
Eu sei que isso vai causar uma revolução aqui em casa, começando que eu já estava inscrita pro cursinho intensivo e já tinha todos os planos em volta desse vestibular.

Tudo vai começar quando eu entrar no quarto da minha mãe e contar... Então, porque não deitar na minha cama e acordar só depois do vestibular, ou então ir tomar essa chuvinha maravilhosa que tá lá fora até pegar uma pneumonia pra 1 mês?

Ai, burradas que ficam pra história. =(

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Etapa concluída


"Crescer nunca é fácil.
Você se apega a coisas que passaram... E se pergunta o que virá.
Mas, naquela noite, acho que nos demos conta de que havia chegado a hora de esquecer o passado... E encarar o que viria.
Outros dias, dias novos, dias que viriam.
O fato é que não tínhamos de nos odiar por ficarmos mais velhos. Tínhamos apenas de nos perdoar por estarmos crescendo."
*
De um episódio de Anos Incríveis (Wonder Years)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A Estabilidade

Por muito tempo eu tentei me convencer de que o estável seria o melhor lugar para se estar.

Como num vôo, numa corrida ou em qualquer ação onde estabilidade é sinônimo de estar seguro, assim eu comparava à vida. Segurança era tudo o que eu ansiava.
Nem pra cá, nem pra lá. Nem muito avançado, nem deixado para trás. Estabilidade é ter tudo muito calmo, meticulosamente calculado.

Como eu cresci em um lar muito passional, "intenso", acho que vendo os lados negativos disso eu desejei mudar a história das minhas próximas gerações, podendo no futuro ser conhecida como uma mulher sábia, ponderada. Não creio que podemos mudar o que sentimos, mas como procedemos e aparentamos ser, sim... Isso é tudo questão de costume, de como nos moldamos.

Na Bíblia, em Eclesiastes é dito que devemos evitar ambos os extremos de qualquer coisa. E eu tenho usado isso como um amuleto pra justificar todas as vezes que não me movi - acho que até já o citei aqui uma vez.
Em tudo que me falta coragem, eu uso esse amuleto pra convencer os outros e a mim mesma de que eu estou fazendo o melhor ficando parada, optando pela estabilidade.

... Talvez esteja na hora de ser um pouco mais passional, dar oportunidade para os erros serem cometidos, para que também os acertos e vitórias possam ser maiores.
Pai, quanta coragem me falta!

sábado, 22 de novembro de 2008

Stranded


Se eu pudesse pedir só uma coisa pra esse fim de ano, eu me embaralharia e pediria várias.

Pediria calma. Só dias chuvosos e frios, músicas lentas, pessoas falando num tom razoável. Nada de berros, insultos, portas batendo e carros buzinando. Mais vontade de ser carinhosa com as pessoas do que tenho sido.
Poder ficar mais tempo sozinha, sem que os outros ou eu mesma me condenasse por estar solitária, como que abandonada. Eu queria apenas ficar só, ter mais tempo pra mim. Não por egoísmo ou indisposição com os outros. Apenas só.
Ah! E sem novas paixões, seria ótimo.

Mas quem sabe o que é melhor pra mim não sou eu, vai saber o que Deus me reservou...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Coquetel da alegria

butilbrometo de escopolamina e dipirona sódica + nimesulida + ácido menfenâmico + bolsa de água quente me cozinhando aos poucos + meias, muitos cobertores e luzes apagadas

Seria perfeito,
se eu não tivesse várias provas decisivas amanhã. A dor foi maior e eu esqueci, simplesmente apaguei. Agora dá vontade de pegar o cachecol que eu tô usando e me enforcar. Eu nem devia estar aqui perdendo tempo, mas preciso desabafar da minha frustração comigo mesma.

E não, nunca seria perfeito. Cólica nunca será perfeita, cólica é uma merda.

E tenho dito! ;P

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Blowing candles

Que Deus não me tire isso,
que Deus não me tire as maravilhosas amizades que tenho, melhores do que as que eu pedia em meus sonhos (sendo que eu mais sonho do que piso em terra firme, hein?).
A cada ano, na época do meu aniversário eu coloco alguns temas pra refletir e interceder, mudar na minha vida.
Em 2008, finalmente essas reflexões não foram repletas de autocrítica e pessimismo do tipo "se eu não mudar, vou ser infeliz no futuro".

Na minha festa, vendo os meus amigos se divertindo, rindo, conversando, amando uns os outros e unidos por um motivo maior que é Deus... Cara! As vezes eu parava tudo e ficava olhando mais de longe, pensando que era só isso o que eu queria, até que minha mãe me acordava dizendo que eu tinha que agilizar, que eu era a anfitriã e blablablá.

Então, eu decidi o que eu queria pedir a Deus de aniversário: que Ele e eles não se afastassem de mim.
Antes eu tive que reconhecer que Deus era a minha real e essencial base, o único que me mantém viva. Que não existe nada que eu queira mais do que Ele na minha vida. Que eu posso perder tudo e até a minha vida, mas Ele me é suficiente, além do que palavras num blog podem expressar.E depois disso eu entendi o que devo sentir. Eu não devo depender dos meus amigos. Eu não preciso deles e todos eles são falhos. Mas eu os quero por perto e os quero muito! Eles me alegram, me consolam, me completam. Isso que eu custei a minha vida toda pra entender, não só 2008, mas os meus 17 anos.
Quando depositamos nossa esperança em pessoas ou em nós mesmos, nos magoamos. Mas quando nós amamos as pessoas e depositamos nossa confiança em Deus, nos tornamos equilibrados nos nossos relacionamentos. Pelo menos eu me sinto assim! :)